quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O amor acaba???

     Tenho conversado muito sobre o amor, recentemente, em razão das aulas de Literatura que ministro no Ensino Médio.Nesses momentos, Vinícius e Drummond têm povoado o imaginário dos alunos com seus versos que emocionam àqueles menos receptivos ao amor e encantam os românticos e/ou apaixonados.
   Hoje resolvi ir até a outra margem do rio e postar não sobre o início do amor, mas sobre quando ele termina.O que fazer ou dizer na hora em que ele deixa de existir?Como evitar machucar o outro?E quando o amor vai embora, o que fica no lugar dele?

  Vinícius afirmava que seja eterno enquanto dure e Drummond dizia que o tempo é todo vestido de amor e de amar.Paulo Mendes nos ensina que o AMOR ACABA, principalmente quando não estamos atentos a ele.




     O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Paulo Mendes Campos




EU TE AMO

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

(CHICO BUARQUE)

segunda-feira, 25 de março de 2013

COMO BLINDAR A RELAÇÃO









Blindar V.t Guarnecer de placas de aço protetoras os navios, os fortins e os carros de assalto. Revestir compartimentos ou objetos com material adequado, para impedir a propagação de correntes elétricas ou magnéticas.

A desconfiança, o medo, o ciúme e insegurança têm revestido as relações afetivas desde o momento em que o homem optou por criar laços de afeição.
Recentemente, um livro tem despertado a atenção do público-leitor ávido por fórmulas mágicas para a felicidade, esse bem que almejamos desde o primeiro despertar. Intitulado CASAMENTO BLINDADO, a obra tem reunido seguidores, sobretudo, mulheres que buscam afastar definitivamente aquela rival ameaçadora da relação matrimonial. Como se houvesse uma fórmula rápida e eficaz para garantir a harmonia no lar. Pensando nesse tema, imaginei maneiras eficazes de blindar, não apenas o casamento, mas as relações afetivas de maneira geral, eis a minha receita:
1. Seja honesto (a) consigo mesmo (a), não (re) invente um comportamento que você considera que agradará ao outro;
2. Revele suas fragilidades, diga ao (À) amado (A) que não teve um dia bom e só por essa noite não quer dormir de conchinha;
3. Encontre um passatempo que lhe garanta prazer, 20 minutos de entrega a si mesmo;
4. Não tenha receio de parecer antiquado (a) e diga que AMA sempre que tiver vontade;
5. Assuma suas pequenas imperfeições e defeitos;
6. Cultive afetos. TENHA AMIGOS, RELACIONE-SE;
7. Seja amigo do seu parceiro, PRINCIPALMENTE, cúmplice;
8. Seja carinhoso, afetuoso, SOBRETUDO, interessante;
9. Faça-se NECESSÁRIO;
10. Torne a vida do seu parceiro mais alegre. Provoque risos, encha o coração dele (a) de POESIA.
LEMBRETE: nenhuma dessas dicas será eficaz, se faltar amor próprio. Mulheres ou homens mais belos existirão em cada canto do país, mas pessoas envolventes, atenciosas e afetivas são cada vez mais raras. AME-SE, POIS SÓ SE PODE OFERECER AO OUTRO AQUILO QUE É ABUNDANTE EM NÓS.

Socorro Alencar


"Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, eu amo as tuas mãos mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer com as minhas. Eu te amo de alma para alma, quando o próprio amor vacila." 

Fernando Pessoa 
  

sábado, 23 de março de 2013


DE PESSOAS E DE SAPATOS




Não sei lidar com códigos, imprecisões, fugas, indisponibilidade. Ou afirma que ama, deseja e quer ficar perto ou então desocupa o lugar. Sempre doei roupas e sapatos que não me causavam alegria, contentamento ou prazer, me nego a permanecer ao lado de gente comparável aos vestidos de black-tie que são usados raramente e depois são esquecidos no armário com a esperança de que possam ser usados mais de uma vez.
Gosto de pessoas que são leves como uma bela sapatilha no verão, abertas como as sandálias de tiras que se usa num domingo à tarde e necessárias como um scarpin num sábado à noite.
Gosto de pessoas que transbordam a alegria da infância, o encantamento da juventude e a serenidade da vida adulta com todas as (in) certezas e (im) precisões. Não reservo lugar para quem precisa ocultar-se sob o telefone, ou para quem marca horário, data e momento exato para que eu possa telefonar, prefiro quem me aponte caminhos e não me envolva em emboscadas a gente que traz prazer momentâneo.
Sou exigente, mandona, briguenta, mas amorosa. Não economizo afeto, DESMEDIDAMENTE falo que AMO. Nunca soube brincar de sedução, aliás não aprendi a brincar com pessoas, só a querê-las perto, SE ME TROUXEREM alegria, e MUITO LONGE se causarem descontentamento.
A vida é agora, QUANDO SE TEM MEDO DE ALTURA, não se busca voar. O parque oferece outros brinquedos.
NOVAS COLEÇÕES DE SAPATOS SURGEM DIARIAMENTE, mas sem dúvida, VOCÊ TEM AQUELE QUE DE TÃO ESPECIAL já está velhinho. Todas as vezes que você precisar de segurança ele estará por lá.PESSOAS assim são NECESSÁRIAS DURANTE UMA VIDA INTEIRA.E essas eu quero AO LADO!!!
Socorro Alencar


Eu quero andar de mãos dadas  com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato  que mantém as mãos unidas.é uma forma de trocar energia, de dizer você não se enganou, eu estou aqui!!!
(Fernanda Gaona)







POR QUE NÃO PUDE SER SANTA!!!
    Encontrei essa preciosidade escrita pela maravilhosa Martha e identifiquei cada uma das doidas e santas que conheço.Boa leitura!!!






         Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e , ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

    Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.

Martha Medeiros



POR QUE NÃO PUDE SER SANTA!!!
    Encontrei essa preciosidade escrita pela maravilhosa Martha e identifiquei cada uma das doidas e santas que conheço.Boa leitura!!!






         Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e , ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.

    Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.

Martha Medeiros

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

         Quem não gosta de beijar?Pode ser de maneira planejada, esperada, desejada.Não há troca mais intensa e envolvente.Encontrei este belo texto de Martha Medeiros que descreve com maestria  a os vários tipos de beijo.







BEIJA EU, BEIJA EU, BEIJA EU



         A gente quer encontrar alguém bonito, inteligente e espirituoso, alguém que não seja muito exibido nem vaidoso demais, que tenha um papo cativante e esteja parado na nossa. Mas e se beijar mal? Sem chance. Tem que beijar bem, tanto eles quanto elas.
                Quando escuto alguém dizendo que Fulano beija bem e Sicrano beija mal, quase volto a acreditar em histórias da carochinha. Beijo é a sorte de duas bocas entrarem em comunhão. Pode um Rafael beijar uma Ana e ser uma explosão vulcânica, e o mesmo Rafael beijar uma Cristina e ser um encontro labial de dar sono. Pessoas não beijam bem ou mal: casais se beijam bem ou mal. Há sempre dois envolvidos. 
        A definição de um beijo bom é que pode ser questionável, mas quem está no meio do entrevero quase sempre reconhece o ósculo sublime. 

        Beijo bom é beijo decidido, mesmo que a decisão seja levá-lo devagar ao longe. 

        Beijo bom é beijo molhado, em que os beijadores doam tudo o que há para doar na cavidade bucal, sem assepsia, entrega absoluta. 

        Beijo bom é beijo sem pressa, que não foi condenado pelos ponteiros do relógio, que se perde em labirintos escuros já que, é bom lembrar, estamos de olhos fechados. 

        Beijo bom é beijo que você não consegue interromper nem que quisesse. 

       Beijo bom é beijo que não permite que seu pensamento tome forma e voe para outro lugar. 

       E, por fim, beijo bom é o beijo que está sendo dado na pessoa por quem você é completamente apaixonada. 

        Existe beijo ruim? Existe. Beijo sem alma, beijo educado demais, beijo cheio de cuidados, beijo curto, beijo seco. Mas uma coisa é certa: precisa dois para torná-lo frio ou torná-lo quente. Todo mundo pode beijar bem, basta nossa boca encontrar com quem.



Martha Medeiros









Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Aaaaah! ah ah ah ah! ah!
Ah! ah ah ah!
Ah! ah ah ah!
Ah ah ah!...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...

(Marisa Monte)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PRÉ-VALENTINE DAY'S




ESTAMOS COM FOME DE AMOR

   Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

    Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

    Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

    Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

    Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

   Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

   Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

   Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

    Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

   Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!    

*BELÍSSIMO TEXTO DE ARNALDO JABOR

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OTELO, UMA HISTÓRIA DE CIÚME, INVEJA E TRAIÇÃO





       Otelo, um general mouro a serviço da República Veneza, casa-se com a bela Desdêmona. Nomeado governador de Chipre, indica o Tenente Cássio, primo de Desdêmona, para seu auxiliar principal. Desse modo, incita a inveja de Iago, que se julgava merecedor da promoção e por isso trama uma cruel vingança, insinuando a Otelo que sua mulher e Cássio o traíam.
      Muito se tem discutido acerca deste livro, os leitores mais entusiasmando têm condenado
Iago de forma veemente, mas ele seria realmente o único vilão da história?E a falta de amor-próprio que rondava o espírito do General?O ciúme que sentia pela esposa era fruto de um amor imensurável que nutria por ela, ou esse sentimento também relevava um pouco de insegurança por parte dele em virtude de sentir-se menor diante da presença dessa jovem encantadora?
     Desdêmona é apenas uma jovem frágil, delicada que foi envolvida num plano maléfico por parte de Iago, ou ela guarda dubiedade de caráter ao pactuar com Cássio um segredo sob os olhos e os ouvidos do marido?
     Quem seriam os culpados nessa história?Poderíamos destacar algum inocente?O fato é que essa narrativa atemporal nos conduz por caminhos nunca antes navegados: o da reflexão. Como agiríamos se estivéssemos no lugar de Otelo, que guardava a prova do crime? Por que Iago detinha tanta sorte? O que fazer com que essa “prova de amor” que atormenta a alma?EM CADA LEITURA UMA SENTENÇA.
   Os leitores enquanto juízes desse processo passional tomam resoluções diversas e motivadas pelos valores que guardam consigo. Alguns se compadecem com o desfecho de Desdêmona, moça tão bela e frágil, outros se identificam com o sofrimento e a “nobreza” de Otelo e a outra parte considera insignificante a pena a que Iago foi submetido.
    A recomendação da obra baseia-se entre outros aspectos na maestria com que Shakespeare conduz a ação dramática em seus textos, reside ainda no fato de que as angústias humanas sempre foram tema para debates intermináveis e contestáveis. Para os leitores iniciantes, essa recomendação é feita, sobretudo, pelo prazer inenarrável de se ter um bom livro em mãos.





Socorro Alencar

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sábias palavras de Drummond



Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

 Hoje num momento de reorganização do pensamento lembrei de um livro que li há alguns anos, obra indicada para homens e mulheres que pretendem compreender esse universo fantástico e intrigante que é o feminino. Eu, como uma pré-balzaquiana, me re-apaixonei por ele.Se pudesse rebatizá-lo poderia perfeitamente  intitulá-lo “DAS VANTAGENS DE TER 30 ANOS”.





A MULHER DE TRINTA ANOS


    Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar   inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30. 

    Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo - astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça. 


   Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes. 

   Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente. 

   Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.

    Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.

     A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.

    Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.

     Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra - ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.
Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

AMIZADE COLORIDA

  
  Onde começa o amor e termina a amizade? Simplesmente não existe demarcação.A amizade segue intimamente arraigada , é tijolo na construção diária de um relacionamento.Ela ajuda a sedimentar o respeito à liberdade do outro, o carinho mútuo.
       Quem nunca amou um amigo?SIMPLESMENTE NÃO EXISTE QUEM FUJA A ESSA REGRA.Por que necessariamente temos que nos apaixonar por quem não nos conhece? Por quem nunca nos viu chorar ou ainda por quem não sabe como ficamos lindas com uma camisa larga  numa tarde de verão? Ocasião em que estamos sem maquiagem.
       Há pessoas que nunca se permitiram beijar um amigo e PERDERAM UMA GRANDE OPORTUNIDADE DE SEREM FELIZES.Há mulheres que gastam horas preciosas em academias de ginástica, shoppings, festas à procura de um amor e muitas vezes ele está ali ao lado disposto a nos acalmar, alegrar ou simplesmente nos fazer companhia para chorar.MAS , E SE NÃO DER CERTO, COMO FICA A AMIZADE? Não poderá continuar como era antes simplesmente porque esse amigo está mais íntimo ainda e conhece quando estamos fazendo charme apenas para ganhar um beijo.
        Por que insistirmos em rotular as relações? Somos APENAS AMIGOS, agora somos NAMORADOS, somos EX-QUASE-NAMORADOS.tudo seria tão mais simples se disséssemos : agora escolhemos ser felizes , não importa se como AMIGOS, NAMORADOS, AMIGO-AMADOS...
      Num certo dia, uma amiga mandou a seguinte mensagem ao marido: "VOCÊ É MUITO ESPECIAL, É O MEU MELHOR AMIGO DESDE SEMPRE".Isso quase foi motivo de separação, muitas queixas marcaram a relação dos dois durantes LONGOS dias.
     Amigo é aquele anjo da guarda terreno nas horas difíceis, a pessoa certa nas horas mais inconvenientes.Por que ele não pode ser o meu amado? Talvez porque já estabelecemos que as relações amorosas precisam de doses diárias de desencontro e sofrimento.Ou ainda por que estamos preocupados com o e SE NÃO DER CERTO.
   Bom, então a melhor opção nesse caso é não tentar.Porque assim você deixa de ser feliz por alguns momentos ou quem sabe pela  vida inteira, pois a ÚNICA forma de não se decepcionar é não arriscar.Em contrapartida, se você tentar e no final descobrirem que era só mesmo amizade, ficarão ainda mais amorosos um  com o outro porque partilharam momentos de profunda intimidade.Ou nas palavras de Quintana:

"A AMIZADE É UM AMOR QUE NUNCA MORRE".

Socorro Alencar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Doce novembro

      



     Sou fascinada por comédias românticas, sempre fui apaixonada por elas.Durante minha adolescência me deletei com filmes que evidenciavam a busca da cara metade.Cresci, e agora continuo apaixonada por elas, uma vez que é possível me transportar para além delas.
      Quem nunca ficou no sábado à noite ou numa véspera de feriado esperando o amor chegar?Inúmeras noites me enfentei e claro, me preparei para a chegada deste ser tão aguardado, almejado e sonhado.Nas vezes em que ele não veio, fui buscá-lo e inúmeras outras me deparei inventando versões dele para mim.
      Como é bom amar.IImpossível não concordar com meu querido Drummond."Que pode uma criatura senão entre criaturas amar"? Entre algumas certezas me glorifico com  a de que eu fui feita para o amor .Sou complicada, doce, frágil, leoa e delicada. Invetei e reiventei o amor em todas as cores, variadas formas e encantos.
    Não sou dada a amores velados, eu gosto mesmo é de toque, de abraço e de beijo,que são  maneiras de GRITAR eu te amo .Me sinto terrivelmente magoada quando eu espero aquele carinho, abraço e sorriso acolhedor  e recebo um simples OI.
       Sou complicada, o que evidencia minha condição feminina,.Mas não há tempestade que não abrande com um abraço sincero.Então me abrace hoje, amanhã e sempre!!!


Socorro Vianna
       


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

UM POUCO DE MARTHA MEDEIROS




O amor que a vida traz





 


   Você gostaria de ter um amor que fosse estável, divertido e fácil. O objeto desse amor nem precisaria ser muito bonito, nem rico. Uma pessoa bacana, que te adorasse e fosse parceira já estaria mais do que bom. Você quer um amor assim. É pedir muito? Ora, você está sendo até modesto.



   O problema é que todos imaginam um amor a seu modo, um amor cheio de pré-requisitos. Ao analisar o currículo do candidato, alguns itens de fábrica não podem faltar. O seu amor tem que gostar um pouco de cinema, nem que seja pra assistir em casa, no DVD. E seria bom que gostasse dos seus amigos. E precisa ter um objetivo na vida. Bom humor, sim, bom humor não pode faltar. Não é querer demais, é? Ninguém está pedindo um piloto de Fórmula 1 ou uma capa da Playboy. Basta um amor desses fabricados em série, não pode ser tão impossível.



   Aí a vida bate à sua porta e entrega um amor que não tem nada a ver com o que você queria. Será que se enganou de endereço? Não. Está tudo certinho, confira o protocolo. Esse é o amor que lhe cabe. É seu. Se não gostar, pode colocar no lixo, pode passar adiante, faça o que quiser. A entrega está feita, assine aqui, adeus.



   E agora está você aí, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a sua cara, que não lembra em nada um amor idealizado. E, por isso mesmo, um amor que deixa você em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que você um dia supôs, um amor que te perturba e te exige, que não aceita as regras que você estipulou. Um amor que a cada manhã faz você pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor perdura, um amor movido por discussões que você não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego. Um amor errado como aqueles que dizem que devemos aproveitar enquanto não encontramos o certo, e o certo era aquele outro que você havia solicitado, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, lhe trouxe esse e conforme-se, saboreie esse presente, esse suspense, esse nonsense, esse amor que você desconfia que não lhe pertence. Aquele amor em formato de coração, amor com licor, amor de caixinha, não apareceu. Olhe pra você vivendo esse amor a granel, esse amor escarcéu, não era bem isso que você desejava, mas é o amor que lhe foi destinado, o amor que começou por telefone, o amor que começou pela Internet, que esbarrou em você no elevador, o amor que era pra não vingar e virou compromisso, olha você tendo que explicar o que não se explica, você nunca havia se dado conta de que amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja – ah, este me serviu direitinho!



   Aquele amor corretinho por você tão sonhado vai parar na porta de alguém que despreza amores corretos, repare em como a vida é astuciosa. Assim são as entregas de amor, todas como se viessem num caminhão da sorte, uma promoção de domingo, um prêmio buzinando lá fora, mesmo você nunca tendo apostado. Aquele amor que você encomendou não veio, parabéns! Agradeça e aproveite o que lhe foi entregue por sorteio.


Trecho extraído do livro Feliz por nada, de Martha Medeiros.

UMA DOSE DE (IN)SANIDADE








   Gentil cavalheiro, guarda-me dentro do teu abraço. Conduze-me aos teus caminhos. Beija-me vorazmente, toma-me em teus braços e desorganiza os meus cômodos. Limpa a minha alma de toda a mágoa e de toda falta de amor.

   Na tua paz eu me acalmo. Como explicar essa serenidade que a tua presença me revela? Um simples beijo por acaso me desorientou. Minha vida tem sido um misto de embriaguez em meio a uma lucidez necessária que me afasta da tua presença.

    Dancemos juntos, celebremos esse momento ímpar de completa (des) ordem. Olha para o lado. Percebe que não desejo ser tua amiga, mas senhora dos teus sonhos mais ocultos. Dona dos teus pensamentos mais profundos. Quando eu te buscar, segue-me!Não me deixes sem respostas e não ocultes a tua resposta.

    Permita que eu prove dos teus abraços mais afetuosos, tenho vontade de me aninhar no teu colo e pedir-te proteção: cuida de mim. Faz-me bicho de estimação daqueles que frequentam a tua casa inteira desde o café da manhã ao jantar. Foge de tudo o te afasta da minha presença e foge daquilo que me provoca repugnância. Enche meus dias de regozijo e alegra meu coração. Faz-me bela.

   Provoca em mim o riso, faz com que eu reviva os tempos de outrora, torna-te uma lembrança inesquecível e por fim: abandona-me para que eu não te cause nenhum mal e tu não macules a minha roupa perfeita que demorei tanto a vestir.

Socorro Vianna

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Gotas de reflexão



"Quando for a hora de ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.Não me envergonharia de pedir o seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim".
                                                                                                                     ( Fernanda Young)



"O vento é o mesmo, mas sua resposta é diferente em cada folha.Somente a árvore seca fica imóvel entre borboletas e pássaros".

 (Cecília Meireles)
 
 "O pensamento errou entre mil avenidas , não se deteve em nenhuma;cada dia amadureceu e caiu como um fruto."

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Só é impossível o que eu ainda não busquei alcançar

             Descobri que sou capaz de criar, cair e inúmeras vezes levantar!Perdemos muito tempo nos lamentando sobre as perdas que tivemos. Muitas noites de sono desperdiçadas,risos que ficaram camuflados em virtude de projetos que fracassaram. Cada queda é uma oportunidade única de crescer e escolher um outro caminho a partir de um atalho que ninguém além de você conhece.Ou ainda é hora de vir á tona seu lado desbravador.
             Desculpe-me , mas não consigo mais carregar a tristeza de quem não está satisfeito com o segundo lugar, se o primeiro lugar ainda não veio é sinal de que é preciso suar mais, me doar mais, insistir mais um pouco, ou ainda pode ser que seja o momento de retroceder, desacelerar.Contar até dez, ouvir a respiração, escutar as batidas do coração.
              Como seria maravilhoso que as derrotas despertassem em nós o desejo de superá-las ao invés de nos levar ao fundo do poço. Por que é tão difícil não receber medalaha de ouro em todos os esportes? Talvez porque as derrotas sejam essenciais ao crescimentos e nos incitem a buscar a superação, embora isso ocorra após muito sofrimento.
              Eureka!!!Estou tão feliz porque descobri que posso realizar até mesmo o que considerava impossível, bastou retirar o prefixo e seguir em frente. Parafrasenado Clarice, se não fosse para voar não teria tirado os pés do chão...