terça-feira, 29 de janeiro de 2013

         Quem não gosta de beijar?Pode ser de maneira planejada, esperada, desejada.Não há troca mais intensa e envolvente.Encontrei este belo texto de Martha Medeiros que descreve com maestria  a os vários tipos de beijo.







BEIJA EU, BEIJA EU, BEIJA EU



         A gente quer encontrar alguém bonito, inteligente e espirituoso, alguém que não seja muito exibido nem vaidoso demais, que tenha um papo cativante e esteja parado na nossa. Mas e se beijar mal? Sem chance. Tem que beijar bem, tanto eles quanto elas.
                Quando escuto alguém dizendo que Fulano beija bem e Sicrano beija mal, quase volto a acreditar em histórias da carochinha. Beijo é a sorte de duas bocas entrarem em comunhão. Pode um Rafael beijar uma Ana e ser uma explosão vulcânica, e o mesmo Rafael beijar uma Cristina e ser um encontro labial de dar sono. Pessoas não beijam bem ou mal: casais se beijam bem ou mal. Há sempre dois envolvidos. 
        A definição de um beijo bom é que pode ser questionável, mas quem está no meio do entrevero quase sempre reconhece o ósculo sublime. 

        Beijo bom é beijo decidido, mesmo que a decisão seja levá-lo devagar ao longe. 

        Beijo bom é beijo molhado, em que os beijadores doam tudo o que há para doar na cavidade bucal, sem assepsia, entrega absoluta. 

        Beijo bom é beijo sem pressa, que não foi condenado pelos ponteiros do relógio, que se perde em labirintos escuros já que, é bom lembrar, estamos de olhos fechados. 

        Beijo bom é beijo que você não consegue interromper nem que quisesse. 

       Beijo bom é beijo que não permite que seu pensamento tome forma e voe para outro lugar. 

       E, por fim, beijo bom é o beijo que está sendo dado na pessoa por quem você é completamente apaixonada. 

        Existe beijo ruim? Existe. Beijo sem alma, beijo educado demais, beijo cheio de cuidados, beijo curto, beijo seco. Mas uma coisa é certa: precisa dois para torná-lo frio ou torná-lo quente. Todo mundo pode beijar bem, basta nossa boca encontrar com quem.



Martha Medeiros









Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...
Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...
Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...
Aaaaah! ah ah ah ah! ah!
Ah! ah ah ah!
Ah! ah ah ah!
Ah ah ah!...
Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...
Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...

(Marisa Monte)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PRÉ-VALENTINE DAY'S




ESTAMOS COM FOME DE AMOR

   Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

    Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

    Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

    Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

    Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

   Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

   Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

   Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

    Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

   Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!    

*BELÍSSIMO TEXTO DE ARNALDO JABOR

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OTELO, UMA HISTÓRIA DE CIÚME, INVEJA E TRAIÇÃO





       Otelo, um general mouro a serviço da República Veneza, casa-se com a bela Desdêmona. Nomeado governador de Chipre, indica o Tenente Cássio, primo de Desdêmona, para seu auxiliar principal. Desse modo, incita a inveja de Iago, que se julgava merecedor da promoção e por isso trama uma cruel vingança, insinuando a Otelo que sua mulher e Cássio o traíam.
      Muito se tem discutido acerca deste livro, os leitores mais entusiasmando têm condenado
Iago de forma veemente, mas ele seria realmente o único vilão da história?E a falta de amor-próprio que rondava o espírito do General?O ciúme que sentia pela esposa era fruto de um amor imensurável que nutria por ela, ou esse sentimento também relevava um pouco de insegurança por parte dele em virtude de sentir-se menor diante da presença dessa jovem encantadora?
     Desdêmona é apenas uma jovem frágil, delicada que foi envolvida num plano maléfico por parte de Iago, ou ela guarda dubiedade de caráter ao pactuar com Cássio um segredo sob os olhos e os ouvidos do marido?
     Quem seriam os culpados nessa história?Poderíamos destacar algum inocente?O fato é que essa narrativa atemporal nos conduz por caminhos nunca antes navegados: o da reflexão. Como agiríamos se estivéssemos no lugar de Otelo, que guardava a prova do crime? Por que Iago detinha tanta sorte? O que fazer com que essa “prova de amor” que atormenta a alma?EM CADA LEITURA UMA SENTENÇA.
   Os leitores enquanto juízes desse processo passional tomam resoluções diversas e motivadas pelos valores que guardam consigo. Alguns se compadecem com o desfecho de Desdêmona, moça tão bela e frágil, outros se identificam com o sofrimento e a “nobreza” de Otelo e a outra parte considera insignificante a pena a que Iago foi submetido.
    A recomendação da obra baseia-se entre outros aspectos na maestria com que Shakespeare conduz a ação dramática em seus textos, reside ainda no fato de que as angústias humanas sempre foram tema para debates intermináveis e contestáveis. Para os leitores iniciantes, essa recomendação é feita, sobretudo, pelo prazer inenarrável de se ter um bom livro em mãos.





Socorro Alencar

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sábias palavras de Drummond



Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

 Hoje num momento de reorganização do pensamento lembrei de um livro que li há alguns anos, obra indicada para homens e mulheres que pretendem compreender esse universo fantástico e intrigante que é o feminino. Eu, como uma pré-balzaquiana, me re-apaixonei por ele.Se pudesse rebatizá-lo poderia perfeitamente  intitulá-lo “DAS VANTAGENS DE TER 30 ANOS”.





A MULHER DE TRINTA ANOS


    Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar   inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30. 

    Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo - astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça. 


   Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes. 

   Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente. 

   Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.

    Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.

     A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.

    Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.

     Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra - ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.
Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

AMIZADE COLORIDA

  
  Onde começa o amor e termina a amizade? Simplesmente não existe demarcação.A amizade segue intimamente arraigada , é tijolo na construção diária de um relacionamento.Ela ajuda a sedimentar o respeito à liberdade do outro, o carinho mútuo.
       Quem nunca amou um amigo?SIMPLESMENTE NÃO EXISTE QUEM FUJA A ESSA REGRA.Por que necessariamente temos que nos apaixonar por quem não nos conhece? Por quem nunca nos viu chorar ou ainda por quem não sabe como ficamos lindas com uma camisa larga  numa tarde de verão? Ocasião em que estamos sem maquiagem.
       Há pessoas que nunca se permitiram beijar um amigo e PERDERAM UMA GRANDE OPORTUNIDADE DE SEREM FELIZES.Há mulheres que gastam horas preciosas em academias de ginástica, shoppings, festas à procura de um amor e muitas vezes ele está ali ao lado disposto a nos acalmar, alegrar ou simplesmente nos fazer companhia para chorar.MAS , E SE NÃO DER CERTO, COMO FICA A AMIZADE? Não poderá continuar como era antes simplesmente porque esse amigo está mais íntimo ainda e conhece quando estamos fazendo charme apenas para ganhar um beijo.
        Por que insistirmos em rotular as relações? Somos APENAS AMIGOS, agora somos NAMORADOS, somos EX-QUASE-NAMORADOS.tudo seria tão mais simples se disséssemos : agora escolhemos ser felizes , não importa se como AMIGOS, NAMORADOS, AMIGO-AMADOS...
      Num certo dia, uma amiga mandou a seguinte mensagem ao marido: "VOCÊ É MUITO ESPECIAL, É O MEU MELHOR AMIGO DESDE SEMPRE".Isso quase foi motivo de separação, muitas queixas marcaram a relação dos dois durantes LONGOS dias.
     Amigo é aquele anjo da guarda terreno nas horas difíceis, a pessoa certa nas horas mais inconvenientes.Por que ele não pode ser o meu amado? Talvez porque já estabelecemos que as relações amorosas precisam de doses diárias de desencontro e sofrimento.Ou ainda por que estamos preocupados com o e SE NÃO DER CERTO.
   Bom, então a melhor opção nesse caso é não tentar.Porque assim você deixa de ser feliz por alguns momentos ou quem sabe pela  vida inteira, pois a ÚNICA forma de não se decepcionar é não arriscar.Em contrapartida, se você tentar e no final descobrirem que era só mesmo amizade, ficarão ainda mais amorosos um  com o outro porque partilharam momentos de profunda intimidade.Ou nas palavras de Quintana:

"A AMIZADE É UM AMOR QUE NUNCA MORRE".

Socorro Alencar

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Doce novembro

      



     Sou fascinada por comédias românticas, sempre fui apaixonada por elas.Durante minha adolescência me deletei com filmes que evidenciavam a busca da cara metade.Cresci, e agora continuo apaixonada por elas, uma vez que é possível me transportar para além delas.
      Quem nunca ficou no sábado à noite ou numa véspera de feriado esperando o amor chegar?Inúmeras noites me enfentei e claro, me preparei para a chegada deste ser tão aguardado, almejado e sonhado.Nas vezes em que ele não veio, fui buscá-lo e inúmeras outras me deparei inventando versões dele para mim.
      Como é bom amar.IImpossível não concordar com meu querido Drummond."Que pode uma criatura senão entre criaturas amar"? Entre algumas certezas me glorifico com  a de que eu fui feita para o amor .Sou complicada, doce, frágil, leoa e delicada. Invetei e reiventei o amor em todas as cores, variadas formas e encantos.
    Não sou dada a amores velados, eu gosto mesmo é de toque, de abraço e de beijo,que são  maneiras de GRITAR eu te amo .Me sinto terrivelmente magoada quando eu espero aquele carinho, abraço e sorriso acolhedor  e recebo um simples OI.
       Sou complicada, o que evidencia minha condição feminina,.Mas não há tempestade que não abrande com um abraço sincero.Então me abrace hoje, amanhã e sempre!!!


Socorro Vianna