quarta-feira, 13 de julho de 2011

O verdadeiro sentido do amor

    Hoje é um dia especial, não consta no calendário, as empresas de marketing não fizerma propagaram em torno dele.Mas é o dia em que eu escolhi para resgatar o amor pela vida e pelos meus amados.Esse textos escrito pelo padre Fábio de Melo transmite o sentido do verdadeiro amor.





SOBRE O AMOR, ROSAS E ESPINHOS...




Amor que é amor dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor.



O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.



O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."



O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar.



O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!"



Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos , socorreu-me em minha cegueira. Eu possuia e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.



Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.



Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las.



Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios.



Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois...



Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou, e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo, nem tampouco fora do cultivo.



Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras...



Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira.



A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas...



Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.



Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos... ou não.
 
Padre Fábio de Melo.

domingo, 10 de julho de 2011

A (im)pertinência do amor






Continuação...




   Num sábado em que Roberto a deixou sozinha, Ana foi convidada para ir a uma festa com uns amigos, chegando lá encontrou com Rômulo e embalada pela bebida e pela trilha sonora tentou se reaproximar de seu antigo amor, que magoado, optou por esnobá-la.

   A jovem voltou para casa com o gosto amargo da desilusão e com a certeza de que Rômulo fazia parte de um momento especial que havia ficado no passado.Encontrando-se com Roberto ela decidiu que esqueceria nos braços dele as recordações que esse encontro lhe propiciara.

   Ana e Rômulo trilharam caminhos compeltamente opostos, enquanto ela resilveu investir na carreira, ela insistia inultimente em esquecê-la nos braços de muitas outras em farras noturnas.Nesse período,Roberto e Ana solidificavam a relação que haviam construído.

   Após um semestre de ausência, Rômulo decide procurar pela amada , pois não havia conseguido esquecê-la mesmo tendo ficado com muitas mulheres.Agora era a vez de Ana esnobá-lo, menos por vingança, orgulho ou vaidade, mas porque agora estava plenamente realizada com Roberto que fazia com que ela desejasse ser alguém cada vez melhor.O tempo acomodara as dores , as mágoas e o amor do passado.

   As vidas de Ana e Rômulo foram sendo construídas e reconstruídas, ambos assumiram compromissos perante a sociedade e a Igreja e viveram suas perdas cotidianas com seus respectivos companheiros, ela com Roberto, que entrara na sua vida no momento em que o romance com Rômulo não ia muito bem, ele com Rita , mulata faceira , que guardava a mesma alegria que Ana nutria pela vida.Assim, ele encontrou além de abrigo, marcas de sua amada inesquecível.

   29 de dezembro de 2010, dez anos após o último encontro, ocasionalmente se esbarram num saguão de aeroporto, ambos com o vôo de destino marcado para a terra natal, onde seus cônjuges os aguardavam ansiosamente. Final de ano, caos nos aeroportos, vôos cancelados, parece que o destino conspirava para que houvesse um acerto de contas entre eles. Hora de falar as palavras que ficaram por serem ditas e quem sabe encerrar o sentimento que ficara pendente e que ambos imaginavam ter ficado num passado distante.

   Rômulo, receoso, tímido, convidou Ana para tomarem um café enquanto aguardavam novas informações sobre o possível vôo daquela noite. Ela, temerosa, resistiu dizendo que estava fatigada da longa viagem, mas ele reagiu afirmando que era apenas um café e que nada, além disso, poderia ocorrer. Os dois conversaram durante horas com a intimidade que guardavam de um passado distante, mostraram fotos dos filhos, falaram sobre seus trabalhos e trocaram telefones além de um abraço acalorado.

   6 horas depois os dois embarcavam separadamente para resgatar as vidas que os aguardavam tão logo o avião aterrissasse. No íntimo, Rômulo relembrava as explicações que Ana dera sobre o rompimento no passado e tinha cada vez mais a certeza de que poderia ter sido feliz se não fosse a imaturidade e o orgulho que imperavam na época.Ana, por sua vez pensava que se não fosse tão impulsiva e sonhadora poderia ter vivido uma belíssima história de amor com ele.O coração acelerava, o SE assombrava os pensamentos de ambos, que por mais que fossem felizes agora não conseguiam deixar de pensar no passado.

   O piloto anunciara que o pouso da aeronave aconteceria dentro de 15 minutos, os passageiros afivelaram os cintos e preparavam-se para encontrar ou reencontrar seu destino. Naquele momento, Ana e Rômulo afivelavam-se à vida que haviam escolhido quando optaram por tomar decisões, desembarcaram com a certeza de que precisavam seguir a diante, sem olhar para trás, afinal cada escolha implica numa renúncia e ambos haviam renunciado aquele amor que existiu no passado.

   Na bagagem, Ana e Rômulo traziam a lembrança daquele encontro inusitado, como fora a relação deles no passado, juntos com as fotografias da viagem ambos traziam a imagem de um amor que poderia ter sido, mas não foi.

Socorro Alencar

sábado, 9 de julho de 2011

A (im)pertinência do amor

     Bastou uma única fotografia para que Ana revivesse os sentimentos de outrora.Sua alma havia entrado em desespero , os beijos, os olhares apaixonados que havia trocado com Rômulo durante a adolescência confundiam o imaginário dessa mãe que agora se via e , PRINCIPALMENTE, sentia como mulher.Essa fotografia esquecida dentro de um livro,amarelada pelo tempo e que agora insistia e, fixar-se no pensamento de Ana.
     Rômulo não era o estereótipo de beleza a que as mulheres veneravam, era mediano, pele morena, jeito simples de quem fora criado no interior.Mas não restava dúvida de que era um homem capaz de enlouquecer toda e qualquer mulher .
    A adolescência deles foi muito semelhante: idas ao shopping, balada com os amigos.Ela era uma garota romântica, sonhadora daquelas que choravam ouvindo o LP do Menudo.Ele, um cozinheiro excepcional, pois morava distante da mãe a aprendera a cozinhar com a ajudda da irmã com quem dividia um apartamento de 5 cômodos na zona periférica da cidade onde moravam.
   Num fim de semana qualquer, Ana resolveu investir na paixão que começava a brotar no seu íntimo, muito mais porque o garoto estava sendo paquerado por outra do que propriamente por sentir algo de especial por ele.Sem pensar muito, chamou-lhe no quarto e tascou-lhe um beijo avassalador e simplesmente foi embora. O rapaz, desnorteado, no dia seguinte iniciou uma tórrida relação.Os dois vivenciaram tardes prazerosas , dividiram angústias e planejaram acontecimentos futuros.Ela, no auge de seus 17 anos e ele havia cabado de completar 16 anos.Suas vidas seguiram entrecruzadas até o dia em que Ana se fatigou daquela relação que não mais completava sua necessidade de amar tresloucadamente.
   Nessa ocasião, os encontros com Rômulos passam a ser cada vez menos frequentes, antes diários tornam-se semanais e por fim quinzenais.A relação termina sem que haja a necessidade de se trocar qualquer palavra.O silêncio traduzia o intraduzível.Ana evitava qualquer situação em que fosse provável encontrá-lo e ele não sabia mais o que fazer para que a garota voltasse a se interessar por ele.
  Ana conhece Roberto ,um homem educado, gentil e experiente, o oposto de Rômulo.A jovem investiu nesse novo amor que inspirava desafio, assim Rômulo tornava-se uma fotografia esquecida dentro de um livro no passado.

(Continua...)



Socorro Alencar

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Strip-Tease




Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.



Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.

Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.



Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".



Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."



Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".



Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".



Por fim, a última peça caía, deixando-a nua

"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".



E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.
 
 
 
Texto belíssimo de Martha Medeiros...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

USE, OUSE E ABUSE




"Coitada, foi usada por aquele cafajeste". Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for.



Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.



Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e paquerar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.



Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.



Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.

Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.



E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.



Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.



Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia.



Martha Medeiros

sábado, 11 de junho de 2011

A IMPONTUALIDADE DO AMOR


     Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
    Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
      Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
     O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
    O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
    A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
                                                                                          Martha Medeiros

domingo, 5 de junho de 2011

PERDÃO POR TE AMAR DE REPENTE!!!

     


  Filme baseado no romance  Desculpa se te chamo de amor , de Federico Moccia, relata o envolvimento amoroso entre Nikk e Alex. No decorrer da trama o publicitário Alex vai (re) descobrindo o amor a partir da convivência com Nikk, adolescente vinte anos mais jovem , cheia de sonhos e fantasias próprias da idade.
       O que desperta a atenção do espectador além de tratar-se de uma história de amor que supera preconceitos e obstáculos é a presença constante de citações de poetas como Shakespeare, além de frases de outros pensadores e filósofos.
    O publicitário (re) descobre o amor nos braços dessa adolescente com quem aprende o lado doce de uma paixão. A cena final é belíssima e final é o famoso FORAM FELIZES PARA SEMPRE!!!Boa pedida para aqueles que acreditam que um grande amor é capaz de transmitir várias lições.

Socorro Vianna





               Eu te peço perdão por te amar de repente

Embora o meu amor

seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentando

Pela graça indizível

dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura

dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer

que o grande afeto que te deixo

Não traz o exaspero das lágrimas

nem a fascinação das promessas

Nem as misteriosas palavras

dos véus da alma...

É um sossego, uma unção,

um transbordamento de carícias

E só te pede que te repouses quieta,

muito quieta

E deixes que as mãos cálidas da noite

encontrem sem fatalidade

o olhar estático da aurora.
 
(Vinícius de Moraes)